quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A pracinha dos namorados.


    Um casal de namorados que se encontram todos os dias na mesma pracinha de seu bairro. 
Ele, um jovem alto, magro e bem vestido, deve ter no máximo 16 anos. Ela, uma menina pequena e bonita, magrinha também, mas sexy, tem no máximo 14 anos. Eles se abraçam com muito carinho e amor. Ela parece estar gostando muito mais que ele. Embora ele parece ser muito apaixonado por ela, ele deve ser daqueles que se fazem de durão, mas que são, na verdade, pequenas crianças que choram uma paixão.
        Sempre no mesmo horário eles se encontram, nesse momento, o relógio marca 18 horas e 30 minutos, já é noite e eles podem ficar mais a vontade. Poucas pessoas passam pela praça nesse horário, o bairro é bem silêncioso e as pessoas preferem o achonchego do sofá e a voz da televisão. Eles aproveitam a situação para matar a saudade que havia ficado neles na noite anterior. Ambos se abraçam como se nunca tivessem abraçado um ao outro. Para eles, aquele abraço queria dizer algo que nenhum pai, nenhuma mãe, nenhum amigo ou inimigo poderiam explicar.
    Ele a olha com um desejo fora do comum, talvez a vontade dele seja de coloca-lá na cama e ensinar muitas coisas novas para ela. Ela a olha com amor, para ela, o abraço dele resume todas as coisas do mundo, e cada coisa ao seu tempo.
        Os dois olham para o lado, parece que estão com medo de algo, talvez ela esteja com medo de que alguém a veja e conte para sua mãe, afinal, eles estão a mostra para todos que passam pela pracinha, que dá caminho para sua casa. Sua mãe passa todos os dias ás 21 horas pela pracinha, mas é preciso cuidado, derepente ela pode ter saído mais cedo do trabalho, se ela ver sua bebêzinha na pracinha, a essa hora da noite e ainda mais com um menino ao lado é capaz de ter um enfarto e morrer alí mesmo, sem dizer uma palavra de revolta ou tristeza para sua filha. Para ele, o medo talvez seja de que a mãe da menina possa vê-los e brigar com os dois, levar a menina para casa e proibi-lá de sair para sempre de casa sem alguém do lado. Ele a ama demais para deixar que isso aconteça com eles.
    Logo a menina desvia o olhar e volta a olhar para o jovem rapaz que faz o mesmo, seus olhos estão brilhando feito jabuticaba ou talvez feito luz neon. Para ela, nada nem ninguém será capaz de acabar com o sentimento tão perfeito e bonito que ela traz no coração. Ela olha profundamente nos olhos dele, esperando que ele fale algo antes dela, mas logo é tomada pela impaciêcia e  dirige a palavra a ele sem medo algum e com ênfase total: "Eu te amo eternamente". Ele, sem medo também lhe responde o mesmo.
                    Logo o menino a chama para sentar no mesmo banquinho que os dois costumam sentar todos os dias. Ela o segue loucamente apaixonada e cega de amor. O coração já domina todas as atitudes dela. Eles sentam e logo se abraçam, se beijam e promentem o mundo um para o outro.
          As horas passam muito rápido, já são 20 horas e 25 minutos. Após tantas juras de amor, ela percebe que é hora de ir embora e logo se levanta, o medo de alguém vê-lá aumenta e ela logo se lembra que tem que lavar a louça da janta antes da mãe chegar do serviço.  Ele também lembra, mas não fala nada, que marcou com uns amigos ás 21 horas de ficar conversando e bebendo um pouco. Logo os dois se abraçam e ambos seguem lados contrários da pracinha.
               A jovem chega em casa e não encontra ninguém, vai até a cozinha e vê que a louça da janta já está lavada. Talvez sua irmã tenha lavado para aliviar a barra dela e no dia seguinte lhe pedir algum favor. Ela vai ao quarto da mãe e não encontra nem a mãe, nem o pai. Num suspiro aliviado, a menina corre para seu quarto e se deita, abraçando o ursinho que ganhou do namorado. Logo o sono vem e ela adormece, torcendo para sonhar com ele.
                                               Dorme menininha, dorme que amanhã é outro dia, é mais um dia para amar!



                                       By: Tchulo

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